Two farmers cultivating crops in an African village landscape.

O Perfil dos Vetores de Desflorestamento em Moçambique: Quem Lidera a Destruição?

RESUMO

Este estudo analisa o perfil dos vetores diretos de desflorestamento em Moçambique entre 2001 e 2025, com base na classificação global de vetores dominantes de perda de cobertura arbórea produzida por Sims et al. (2025) e disponibilizada pela Global Nature Watch. Para o limiar de 30% de densidade de copa, a perda acumulada total foi de 4.843.416 ha, dos quais 3.757.113 ha (77,8%) foram atribuídos à agricultura permanente, 962.751 ha (19,9%) à agricultura itinerante, 36.250 ha (0,8%) a incêndios florestais, 36.118 ha (0,7%) à exploração madeireira, 19.289 ha (0,4%) a assentamentos e infraestruturas, 14.406 ha (0,3%) a outras perturbações naturais e 4.949 ha (0,1%) a commodities duras. Em conjunto, a agricultura permanente e a agricultura itinerante representam 97,7% da perda total atribuída a vetores, confirmando que a expansão agrícola constitui o principal vetor de destruição florestal no país. A análise temporal revela uma intensificação significativa: a média anual da agricultura permanente subiu de 112.505 ha por ano (2001–2010) para 175.471 ha por ano (2011–2025), um crescimento de 56%; a agricultura itinerante cresceu 67%, de 27.433 ha para 45.895 ha por ano. O pico de perda ocorreu em 2017, com 283.384 ha atribuídos à agricultura permanente e 67.245 ha à agricultura itinerante. Os resultados alinham-se com o padrão africano de dominância da agricultura de subsistência, mas revelam uma concentração ainda mais acentuada em Moçambique, com implicações importantes para o ordenamento do território e para as políticas de mitigação.

Palavras-chave: vetores de desflorestamento; agricultura permanente; agricultura itinerante; Moçambique; Global Forest Watch; uso da terra.

1. INTRODUÇÃO

1.1. Contextualização

Compreender quais os fatores que impulsionam a perda de cobertura arbórea é uma condição essencial para o desenho de políticas eficazes de conservação e restauração florestal (Curtis et al., 2018). A nível global, a agricultura, a exploração madeireira, os incêndios e a expansão urbana constituem os principais vetores diretos de desflorestamento, ainda que a sua importância relativa varie substancialmente entre regiões e contextos socioeconómicos (Hosonuma et al., 2012; Curtis et al., 2018).

Em África, a literatura tem consistentemente identificado a agricultura de subsistência como o principal motor da perda florestal, com estimativas que apontam para 62% do desflorestamento continental atribuído a esta categoria, seguida pela agricultura comercial (25%), pela mineração (5%) e pelas infraestruturas (3%) (Hosonuma et al., 2012). Estudos de caso em bacias florestais específicas, como o Congo, confirmam esta tendência: Tyukavina et al. (2018) demonstraram que 84% da perda florestal na bacia do Congo entre 2000 e 2015 foi atribuída a desmatamento por pequenos produtores.

Em Moçambique, país que integra a região fitogeográfica do Miombo e das florestas de mopane, as formações florestais abertas cobrem a maior parte do território e sustentam economias rurais fortemente dependentes da agricultura itinerante e da produção de carvão vegetal (Ryan et al., 2016; Woollen et al., 2016). A identificação rigorosa dos vetores dominantes de perda de cobertura arbórea, com base em metodologias padronizadas e comparáveis internacionalmente, constitui um passo fundamental para direcionar intervenções e monitorar a eficácia das políticas públicas.

1.2. Problema e justificativa

Apesar da existência de dados globais sobre vetores de desflorestamento, a sua aplicação ao contexto moçambicano tem sido limitada. A maioria dos estudos nacionais concentra-se em áreas específicas ou em períodos curtos, dificultando uma visão integrada e de longo prazo. A recente disponibilização de uma classificação global de vetores dominantes de perda de cobertura arbórea a 1 km de resolução, produzida por Sims et al. (2025) e integrada na plataforma Global Nature Watch, oferece uma oportunidade para caracterizar de forma sistemática o perfil dos vetores em Moçambique ao longo de um quarto de século.

Este estudo justifica-se pela necessidade de responder a uma questão central para as políticas florestais: quem lidera a destruição da cobertura arbórea em Moçambique? A resposta a esta pergunta permite priorizar intervenções, alocar recursos de forma mais eficiente e avaliar os trade-offs entre diferentes usos da terra.

1.3. Objectivos

1.3.1. Geral:

Analisar o perfil dos vetores diretos de desflorestamento em Moçambique entre 2001 e 2025, identificando as categorias dominantes e a sua evolução temporal.

1.3.2. Específicos:

  • Quantificar a perda acumulada de cobertura arbórea por vetor dominante no período 2001–2025;
  • Comparar a evolução temporal dos dois vetores dominantes (agricultura permanente e agricultura itinerante);
  • Avaliar a variação da pressão exercida por cada vetor entre os períodos 2001–2010 e 2011–2025; e
  • Discutir as implicações dos resultados para as políticas de gestão florestal em Moçambique.

2. MATERIAL E MÉTODOS

2.1. Área de Estudo

O estudo abrange a totalidade do território da República de Moçambique, situado na costa oriental da África Austral, entre as latitudes 10°27’S e 26°52’S e as longitudes 30°12’E e 40°51’E. Com uma área aproximada de 799.380 km², o país é dominado por formações de Miombo nas regiões norte e centro e por florestas de mopane (Colophospermum mopane) em áreas mais secas do sul e do vale do Zambeze (Ryan et al., 2016).

Estas formações lenhosas do sul de África fornecem uma vasta gama de serviços de ecossistema, incluindo madeira, lenha, carvão vegetal, alimentos, forragem e regulação do ciclo hidrológico e do carbono, dos quais dependem diretamente as populações rurais (Ryan et al., 2016). A produção de carvão vegetal, em particular, tem sido identificada como uma atividade económica amplamente difundida em Moçambique, gerando trade-offs significativos com outros serviços de ecossistema, como a disponibilidade de lenha e de material de construção, e contribuindo para a degradação das florestas de mopane e de Miombo (Woollen et al., 2016).

2.2. Fontes de Dados

Os dados utilizados neste estudo provêm do conjunto global de classificação de vetores de perda de cobertura arbórea, produzido por Sims et al. (2025) e disponibilizado através da plataforma Global Nature Watch. A classificação atribui, a cada célula de 1 km, o vetor dominante que causou a maioria da perda de cobertura arbórea ao longo do período 2001–2025. Os dados anuais representam a perda ocorrida em cada ano nas células classificadas sob cada vetor dominante.

Tabela 1. Resumo das fontes de dados utilizadas neste estudo.
Fonte de Dados Período Resolução Espacial Aplicação
Classificação de vetores dominantes (Sims et al., 2025)2001–20251 kmAtribuição do vetor dominante por célula
Global Nature Watch2000–2025–Plataforma de acesso e séries estatísticas
Limites administrativos (GADM)––Contextualização territorial

2.3. Processamento e Análise de Dados

Os dados foram extraídos da tabela Country drivers do conjunto Global Nature Watch, filtrando-se os registos correspondentes a Moçambique e ao limiar de 30% de densidade de copa. Para cada vetor (Permanent agriculture, Shifting cultivation, Logging, Wildfire, Settlements & Infrastructure, Hard commodities e Other natural disturbances), procedeu-se à soma das perdas anuais de 2001 a 2025, obtendo-se a perda acumulada do período. As percentagens foram calculadas sobre a soma dos sete vetores (4.830.876 ha). Adicionalmente, calcularam-se as médias anuais para os subperíodos 2001–2010 e 2011–2025, por forma a avaliar a variação da pressão exercida por cada vetor. Os gráficos foram produzidos em formato SVG.

3. RESULTADOS

A análise da perda acumulada de cobertura arbórea por vetor dominante, no limiar de 30% e para o período 2001–2025, revela uma concentração extrema em duas categorias agrícolas. A agricultura permanente lidera com 3.757.113 ha, correspondendo a 77,8% do total atribuído a vetores; a agricultura itinerante surge em segundo lugar, com 962.751 ha (19,9%). Os restantes cinco vetores, em conjunto, representam apenas 2,3% da perda total (Tabela 2).

Tabela 2. Perda acumulada de cobertura arbórea por vetor dominante em Moçambique (2001–2025, limiar de 30%). Percentagens calculadas sobre a soma dos vetores (4.830.876 ha).
Vetor dominante Perda acumulada (ha) Percentagem do total Média anual (ha/ano)
Agricultura permanente3.757.11377,8%150.285
Agricultura itinerante962.75119,9%38.510
Incêndios florestais36.2500,8%1.450
Exploração madeireira36.1180,7%1.445
Assentamentos e infraestruturas19.2890,4%772
Outras perturbações naturais14.4060,3%576
Commodities duras4.9490,1%198
Total (vetores)4.830.876100,0%193.235
Total da perda de cobertura arbórea (limiar 30%)4.843.416––

Nota: a soma dos vetores (4.830.876 ha) difere ligeiramente do total de perda de cobertura arbórea (4.843.416 ha) em 12.540 ha (0,26%), correspondentes a áreas classificadas como perda mas sem atribuição de vetor dominante. As percentagens da tabela são calculadas sobre a soma dos vetores.

A evolução temporal dos dois vetores dominantes, representada na Figura 1, mostra uma tendência de crescimento em ambos os casos, com oscilações interanuais pronunciadas. O ano de 2017 destaca-se como o de maior perda em ambas as categorias, com 283.384 ha atribuídos à agricultura permanente e 67.245 ha à agricultura itinerante. Observa-se também um aumento da variabilidade a partir de 2015, com valores consistentemente elevados até 2025.

Evolução temporal dos dois vetores dominantes em Moçambique (2001–2025) 0 50k 100k 150k 200k 250k 300k 2001 2005 2009 2013 2017 2021 2025 Agricultura permanente Agricultura itinerante
Figura 1. Evolução anual da perda de cobertura arbórea atribuída aos dois vetores dominantes em Moçambique (2001–2025, limiar de 30%). Fonte: elaborado pelos autores com dados de Sims et al. (2025) e Global Nature Watch (2026).

A distribuição percentual do peso acumulado de cada vetor, representada na Figura 2, evidencia de forma clara a dominância da agricultura permanente, que ocupa mais de três quartos da área de perda atribuída a vetores. A agricultura itinerante, embora represente apenas cerca de um quinto do total, é o segundo vetor mais relevante e o que apresenta maior crescimento relativo entre os dois subperíodos analisados.

Distribuição percentual da perda por vetor dominante (2001–2025) 77,8% 19,9% Agricultura permanente (77,8%) Agricultura itinerante (19,9%) Incêndios florestais (0,8%) Exploração madeireira (0,7%) Assentamentos e infraestruturas (0,4%) Outras perturbações naturais (0,3%) Commodities duras (0,1%)
Figura 2. Distribuição percentual da perda acumulada de cobertura arbórea por vetor dominante em Moçambique (2001–2025, limiar de 30%). Percentagens calculadas sobre a soma dos sete vetores (4.830.876 ha). Fonte: elaborado pelos autores com dados de Sims et al. (2025) e Global Nature Watch (2026).

A comparação entre os subperíodos 2001–2010 e 2011–2025, sintetizada na Tabela 3, revela uma intensificação substancial da pressão exercida pelos dois vetores dominantes. A agricultura permanente passou de uma média anual de 112.505 ha para 175.471 ha, um crescimento de 56%. A agricultura itinerante registou um crescimento ainda mais acentuado, de 67%, passando de 27.433 ha para 45.895 ha por ano. Em ambos os casos, a média anual do segundo subperíodo excede largamente a do primeiro, confirmando a tendência de agravamento observada na série anual.

Tabela 3. Comparação da média anual de perda por vetor dominante entre os subperíodos 2001–2010 e 2011–2025 (limiar de 30%).
Vetor dominante Média anual 2001–2010 (ha/ano) Média anual 2011–2025 (ha/ano) Variação (%)
Agricultura permanente112.505175.471+56%
Agricultura itinerante27.43345.895+67%

4. DISCUSSÃO

Os resultados confirmam que a agricultura, nas suas duas formas principais (permanente e itinerante), constitui o principal vetor de desflorestamento em Moçambique, representando 97,7% da perda de cobertura arbórea atribuída a vetores no período 2001–2025. Este padrão é consistente com a literatura sobre os vetores de desflorestamento em África, que identifica a agricultura de subsistência como o motor dominante (Hosonuma et al., 2012; Tyukavina et al., 2018), mas revela uma concentração ainda mais acentuada no contexto moçambicano.

Hosonuma et al. (2012) estimaram que, a nível continental africano, cerca de 62% do desflorestamento é atribuído à agricultura de subsistência e 25% à agricultura comercial, com os restantes 13% distribuídos por mineração, infraestruturas e outros fatores. Em Moçambique, a soma das duas categorias agrícolas atinge 97,7%, valor que ultrapassa largamente a média africana. Esta diferença pode ser explicada pela estrutura económica do país, fortemente dependente da agricultura familiar e da produção de carvão vegetal, atividades que, segundo Woollen et al. (2016), geram trade-offs significativos com outros serviços de ecossistema.

A comparação com a bacia do Congo é igualmente reveladora. Tyukavina et al. (2018) demonstraram que 84% da perda florestal naquela região foi atribuída a desmatamento por pequenos produtores, com a agricultura itinerante a desempenhar um papel central. Em Moçambique, embora a agricultura itinerante seja relevante (19,9%), a categoria dominante é a agricultura permanente (77,8%), o que sugere uma transição parcial de sistemas itinerantes para sistemas mais permanentes, com implicações distintas para a degradação florestal e para o balanço de carbono. Esta diferença merece investigação futura, particularmente no que respeita à distinção entre agricultura de pequena e grande escala dentro da categoria de agricultura permanente.

A tendência temporal é preocupante. O crescimento de 56% na média anual da agricultura permanente entre os dois subperíodos, e de 67% na agricultura itinerante, indica que a pressão sobre os recursos florestais se intensificou significativamente nas últimas décadas. O pico de 2017, com 283.384 ha atribuídos à agricultura permanente, coincide com um período de forte expansão agrícola, o que sugere uma possível ligação entre dinâmicas de mercado e perda florestal. A persistência de valores elevados entre 2021 e 2025, com a agricultura permanente a manter uma média superior a 200.000 ha por ano, reforça a necessidade de intervenções estruturais.

Os restantes vetores (incêndios florestais, exploração madeireira, assentamentos, outras perturbações naturais e commodities duras) apresentam valores individualmente inferiores a 1% do total. A exploração madeireira, em particular, pode estar sub-representada devido à resolução de 1 km da classificação e ao facto de o vetor dominante ser atribuído ao longo de todo o período, e não anualmente (Sims et al., 2025). Estudos de campo em áreas específicas têm documentado a importância da exploração madeireira e da produção de carvão, que podem não ser integralmente capturadas pela classificação global. Do mesmo modo, os incêndios florestais, embora representem apenas 0,8% do total, podem ter impactos ecológicos desproporcionais em anos específicos, como 2016 e 2019, em que se registaram valores mais elevados.

Do ponto de vista das políticas públicas, os resultados apontam para a necessidade de (i) priorizar a agricultura sustentável e a intensificação ecológica como estratégias para reduzir a pressão sobre novas áreas florestais; (ii) reforçar o ordenamento do território e a fiscalização nas províncias com maior perda; (iii) promover alternativas ao carvão vegetal, reduzindo a dependência energética da biomassa (Woollen et al., 2016); e (iv) investir em sistemas de monitoramento que combinem a classificação global de vetores com dados de campo e de alta resolução, por forma a captar a complexidade dos vetores em escalas locais.

5. CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES

Este estudo caracterizou o perfil dos vetores diretos de desflorestamento em Moçambique entre 2001 e 2025, demonstrando que a agricultura permanente (77,8%) e a agricultura itinerante (19,9%) dominam de forma esmagadora a perda de cobertura arbórea no país, em conjunto responsáveis por 97,7% do total atribuído a vetores. Os restantes cinco vetores (incêndios, exploração madeireira, assentamentos, outras perturbações naturais e commodities duras) representam, no seu conjunto, apenas 2,3% da perda.

A análise temporal revela uma intensificação significativa da pressão agrícola, com a média anual da agricultura permanente a crescer 56% e a da agricultura itinerante a crescer 67% entre os subperíodos 2001–2010 e 2011–2025. O ano de 2017 constitui o pico de perda para ambos os vetores, com valores que ascendem a 283.384 ha e 67.245 ha, respectivamente.

Recomenda-se: (i) a integração da classificação global de vetores com dados nacionais de alta resolução e observações de campo, por forma a superar as limitações inerentes à resolução de 1 km e à atribuição do vetor dominante ao longo de todo o período; (ii) a realização de estudos específicos que distingam a agricultura de pequena escala da agricultura comercial dentro da categoria de agricultura permanente, dada a sua dominância; (iii) o reforço das políticas de ordenamento do território e de fiscalização nas províncias com maior perda; e (iv) a promoção de alternativas económicas e energéticas que reduzam a dependência da agricultura itinerante e da produção de carvão vegetal, respectivamente.

6. AGRADECIMENTOS

Os autores agradecem ao World Resources Institute e ao Google DeepMind pela produção da classificação global de vetores de perda de cobertura arbórea, bem como à Global Nature Watch pela disponibilização dos dados utilizados neste estudo.

7. DECLARAÇÃO DE CONFLITO DE INTERESSES

Os autores declaram que não existem interesses financeiros concorrentes conhecidos ou relações pessoais que possam ter influenciado o trabalho reportado neste artigo.

8. REFERÊNCIAS

Curtis, P. G., Slay, C. M., Harris, N. L., Tyukavina, A., & Hansen, M. C. (2018). Classifying drivers of global forest loss. Science, 361(6407), 1108–1111. https://doi.org/10.1126/science.aau3445

Global Nature Watch. (2026). Mozambique interactive forest map & tree cover change data. https://globalnaturewatch.org/map/country/MOZ/

Hosonuma, N., Herold, M., De Sy, V., De Fries, R. S., Brockhaus, M., Verchot, L., Angelsen, A., & Romijn, E. (2012). An assessment of deforestation and forest degradation drivers in developing countries. Environmental Research Letters, 7(4), 044009. https://doi.org/10.1088/1748-9326/7/4/044009

Ryan, C. M., Pritchard, R., McNicol, I., Owen, M., Fisher, J. A., & Lehmann, C. (2016). Ecosystem services from southern African woodlands and their future under global change. Philosophical Transactions of the Royal Society B: Biological Sciences, 371(1703), 20150312. https://doi.org/10.1098/rstb.2015.0312

Sims, M., Stanimirova, R., Raichuk, A., Neumann, M., et al. (2025). Global drivers of forest loss at 1 km resolution. Environmental Research Letters, 20(7), 074027. https://doi.org/10.1088/1748-9326/add606

Tyukavina, A., Hansen, M. C., Potapov, P., Parker, D., Okpa, C., Stehman, S. V., Kommareddy, I., & Turubanova, S. (2018). Congo Basin forest loss dominated by increasing smallholder clearing. Science Advances, 4(11), eaat2993. https://doi.org/10.1126/sciadv.aat2993

Woollen, E., Ryan, C. M., Baumert, S., Vollmer, F., Grundy, I., Fisher, J., Fernando, J., Luz, A., Ribeiro, N., & Lisboa, S. N. (2016). Charcoal production in the Mopane woodlands of Mozambique: What are the trade-offs with other ecosystem services? Philosophical Transactions of the Royal Society B: Biological Sciences, 371(1703), 20150315. https://doi.org/10.1098/rstb.2015.0315

Como citar este artigo

ABNT (NBR 6023): GEOFLORESTA. O perfil dos vetores de desflorestamento em Moçambique: Quem lidera a destruição? GEOFLORESTA, Beira, 2026. Disponível em: https://geofloresta.com/. Acesso em: [data].

APA (6ª edição): GEOFLORESTA. (2026). O perfil dos vetores de desflorestamento em Moçambique: Quem lidera a destruição? GEOFLORESTA. https://geofloresta.com/

Vancouver (ICMJE): GEOFLORESTA. O perfil dos vetores de desflorestamento em Moçambique: Quem lidera a destruição? GEOFLORESTA [Internet]. 2026 [citado 2026 nov. 2]; Disponível em: https://geofloresta.com/

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